Entrevistas

Armando Cardoso: Rock, Pop, MPB, e o que mais vier!

Baterista Armando Cardoso

Armando Cardoso, o notável baterista de Lobão e Wanderléa em uma entrevista exclusiva para o portal Line Rockers.

Foto de Leandro Almeida

Armando Cardoso, o notável baterista de Lobão e Wanderléa.

Músico profissional desde 1993, Armando Cardoso estudou na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, com o professor Sérgio Gomes, durante o ano 1992 .

 Trabalhou e gravou com diversas bandas e artistas no estado de São Paulo, entre eles: Revenge , Hammerhead , Avalon , Social Fears , Mentecaptos Eróticos , Miramoicana , Tork , A.R.M. , Márcio Alves , Adriane Garcia , João Kurk , Banda Almanak , Banda Rockstock , The Moon Riders, etc…

Armando Cardoso

Armando Cardoso

Atualmente (desde 2008) trabalha com o cantor/compositor/escritor Lobão, onde atua como baterista divulgando a obra do artista. Participou da gravação do DVD “Lino , Sexy & Brutal” (2012).

Trabalha também (desde 2011), como baterista na banda da cantora Wanderléa, em shows por todo o Brasil. Em 2013, participou da gravação do DVD “Wanderléa Maravilhosa” no Theatro Municipal de São Paulo.

Também é integrante de uma banda de músicas autorais (ainda sem nome) ao lado de Michel Leme, Mariana Duarte e Augusto Passos.

Atualmente segue com o apoio das seguintes marcas : Istanbul Mehmet , Baquetas Controlle e Valverde Drums.

Confira a entrevista com Armando Cardoso

Fale um pouco ѕobre ѕua traјetórіa no mundo da música até o momento. Porque escolheu a bateria?
Armando Cardoso: Comecei a me interessar por música desde muito cedo, e pela bateria por volta dos 13 anos, quando tive contato pela primeira vez com bandas de rock como o Kiss , Deep Purple , Queen , Black Sabbath, AC/DC , Led Zeppelin, etc… . Estudei com o José Luiz Dinola (A Chave do Sol , Violeta de Outono) e depois, por 1 ano, na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, com o professor Sérgio Gomes. Desde 1993, atuo profissionalmente tocando e gravando com os mais diversos artistas e bandas do Brasil . A bateria me encanta desde muito cedo, sempre prestava atenção nela seja pela sonoridade ou pela “aparência imponente” dela…rs mas o que me fez “querer” aprender a tocar foi a música Burn, do Deep Purple.

Quais os bateristas, e quais os discos que influenciaram a sua formação musical?
Armando Cardoso: Dentro do rock os bateristas que mais escutei e admiro são: Barriemore Barlow , Ian Paice , Alex Van Halen , Phil Rudd , Deen Castronovo , Neil Peart , John Bonham , etc… . Mas tem outros que tocam outros estilos, e foram importantíssimos em minha vida também, como o Vinnie Colaiuta , Omar Hakim , Steve Smith , Rod Morgenstein , Bill Bruford , Simon Phillips , etc… . Quanto aos discos, vou citar “apenas” dez : Burn (Deep Purple) , Bursting Out (Jethro Tull) , Wired (Jeff Beck) , Dregs of the Earth (Dixie Dregs) , Observations & Reflections (Billy Cobham) , Led Zeppelin IV (Led Zeppelin) , Oneness (Santana) , Dragon’s Kiss (Marty Friedman) , Van Halen II (Van Halen) e Them or Us (Frank Zappa).

Como surgiu o convite para tocar com o Lobão?
Armando Cardoso: O convite para o teste com o Lobão surgiu através de um ex integrante da banda dele, em 2008, quando o Lobão estava se mudando para São Paulo. Me preparei, fiz o teste e desde então tenho o prazer e orgulho de integrar a banda dele.

Armando Cardoso tocando com Lobão

Armando Cardoso tocando com Lobão

E como surgiu o convite para tocar com a Wanderléa?
Armando Cardoso: Com a Wanderlea foi através da indicação do dono de um estúdio que eu ensaiava, em 2011. Rolou o mesmo processo que o do Lobão, e desde então tenho o prazer e orgulho de integrar a banda dela.

Armando Cardoso tocando com wanderléa

Armando Cardoso tocando com wanderléa

Como você define este momento de sua carreira?
Armando Cardoso: Ao mesmo tempo que me sinto agradecido e realizado por algumas conquistas, sinto que ainda quero produzir muito mais. Seja divulgando a obra de outros artistas, crescendo como baterista, compondo material para um futuro trabalho autoral,etc…Gosto da sensação do “ainda há muito a ser feito”. 😉

O que você tem ouvido? Alguma coisa nova que tem chamado sua atenção?
Armando Cardoso: Escuto muitas coisas o tempo todo (Kansas agora, por exemplo) mas não sou  do tipo que “caça” bandas novas e tal. Amei o novo disco do Meshuggah, verdadeira aula. No mais, continuo escutando minhas “velharias” de sempre, que eu AMO, e uma outra coisa que eu não consigo parar de escutar nunca é o trabalho do Mike Keneally.

Qual o seu kit de bateria?
Armando Cardoso: Tenho dois Kits (Ludwig), mas geralmente não os uso por questões de logística. A configuração tem mudado ao longo dos anos, e hoje em dia uso bumbo, tom (dois no máximo), surdo, caixa (tenho várias), e de três a quatro pratos.

Como você deѕcreverіa ѕua forma de tocar?
Armando Cardoso: Depende da situação, mas gosto sempre de pensar na música. Se tiver que ser simples e soar bem…assim seja, se não tiver que ter uma única virada (fill)…assim seja…

Quem chamaria para uma jam?
Armando Cardoso: Brasileiros seriam: Fernando Nunes (contrabaixo), Rafael Moreira (guitarra) e Mariana Duarte (voz). E gringos seriam Tony Iommi (guitarra), Paul Stanley (guitarra e voz), Jonh Paul Jones (contrabaixo) e Dee Snider (voz).

Quais shows você se recorda como sendo performances fantásticas durantes os anos de estrada?
Armando Cardoso: Tenho boas recordações de vários, mas vou citar uns que foram importantes para mim: A primeira vez no Circo Voador com o Lobão, A Virada Cultural de 2013 na Av. São João, com um público que era um verdadeiro “mar de gente”, o festival Porão do Rock em que tocamos depois do Suicidal Tendencies e foi lindo, Theatro Municipal de São Paulo com a Wanderlea, foi fantástico…aquele lugar é maravilhoso!

Trio Lobão

Trio Lobão

Quais seus projetos para 2017?
Armando Cardoso: Continuar meus trabalhos como músico de apoio e produzir material para uma banda de música autoral (ainda sem nome) ao lado de Michel Leme (guitarra) , Mariana Duarte (voz) e Augusto Passos (contrabaixo).

E para finalizar, qual a dica que fica para quem quer viver da música?
Armando Cardoso: Encare com profissionalismo qualquer trabalho que você se proponha a fazer, seja reunião, ensaio, gig, horário, etc…

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