Entrevistas

Banda AttracthA traz maturidade e consistência na estréia de seu primeiro álbum

Attractha

Em entrevista, o baterista Humberto Zambrin conta um pouco sobre a trajetória da banda AttracthA e seu mais recente álbum produzido por Edu Falaschi.

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

DE UM ESTILO MODERNO SOMADO ÀS INFLUÊNCIAS EM HARD, HEAVY E THRASH METAL, A BANDA ATTRACTHA TRAZ EM SUA PROPOSTA MUSICAL UMA IDENTIDADE PRÓPRIA, FUGINDO DOS RÓTULOS E DOS MODISMOS DO METAL.

Sua reestreia foi marcada pelo seu primeiro CD intitulado “No Fear to Face What’s Buried Inside You”, lançado em setembro deste ano. O álbum, que tem sido recebido pelo público e pela crítica de forma bem positiva, traz uma banda ainda mais amadurecida, experiente e entrosada.

Attractha No Fear to Face What’s Buried Inside You

Attractha No Fear to Face What’s Buried Inside You

Podemos dizer que a AttracthA é uma banda de metal que detém paixão e uma energia absurda pelo que faz, os que acompanharam o processo embrionário de “No Fear to Face What’s Buried Inside You”, puderam observar os integrantes empenhados em desenvolver cuidadosamente cada detalhe da produção, desde a composição das músicas até as estratégias de divulgação e marketing, o que consequentemente tem rendido um espaço de grande respeito e profissionalismo entre as bandas nacionais.

A AttracthA têm brigado por seu espaço na cena musical desde 2007 quando foi fundada por Ricardo Oliveira (guitarra) e Humberto Zambrin (bateria), na cidade de São Paulo. Após uma pausa necessária ocorrida em 2011 devido aos desgastes causados pela instabilidade de sua formação, não hesitou em se reinventar, e atualmente conta com seus fundadores, Guilherme Momesso no baixo e Cleber Krichinak no vocal.

CONHEÇA OS OUTROS SUCESSOS DA ATTRACTHA

Em dezembro de 2012 após retomarem as atividades, o single “Darkness” é lançado e em uma semana se torna parte da programação de três web rádios do Brasil – Web Rock Station, Rock Freeday e Shock Box. Este single foi a porta de abertura para o EP intitulado “Engraved”, lançado em Fevereiro de 2013, contendo 4 músicas compostas entre 2007 e 2010. A divulgação do EP alcançou, além do Brasil, mais de 10 países ao redor do mundo.

Em 2014, “The Choice”, uma das faixas integrantes do primeiro EP, é escolhida para fazer parte do primeiro vídeo clipe oficial da banda e posteriormente em 2016, é lançado o clipe de “Payback Time”, do álbum “No Fear to Face What’s Buried Inside You”, contando com Junior Carelli do Noturnall em sua produção.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=”https://www.youtube.com/watch?v=3jdVv7SloE8″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Ficou curioso para conhecer melhor a banda AttracthA? Então confira a seguir a mais recente entrevista que o baterista Humberto Zambrin concedeu à Line Rockers:

A banda AttracthA

A banda AttracthA

AttracthA é uma banda que busca fugir de rótulos e traz em sua essência as influências variadas de cada membro integrante. Que influências foram essas? No que elas contribuíram para construção deste novo trabalho?
Bom, cada um de nós vem de uma vertente totalmente diferente dentro do Metal, como formação musical básica, sabe? Então isso acaba sendo passado pro nosso som, que vira uma soma dessas influências. Temos muitas coisas de Hard Rock, principalmente nos trabalhos de guitarra, a cozinha já é mais pesada, com influencias de Thrash Metal claras e os vocais são variados, mas ainda calcados nas boas melodias desenvolvidas lá no Heavy Metal clássico. Tudo isso está presente, mas com um toque de modernidade, afinal existe uma nova geração de bandas muito boas que nos influenciam também, como Adrenaline Mob, Stone Sour, Five Finger Death Punch e etc… O novo trabalho é totalmente calcado nessas influencias, porém sempre pensando na melodia, na musica pela musica e não pensando no individualismo de cada instrumento.

A AttracthA é uma banda que passou por diversas dificuldades em sua formação, o que dificultou um pouco seu crescimento. Hoje, com uma formação consistente e estável, como vocês se sentem observando o resultado final que “No Fear to Face What’s Buried Inside You” tem proporcionado? Bem como o amadurecimento e as conquistas alcançadas atualmente.
Ah, é extremamente estimulante e estamos todos felizes demais! Realmente foi uma jornada longa e difícil pela qual passamos, mas felizmente isso é história agora e o que nos move é pensar no futuro mesmo… Até o momento temos recebido excelentes críticas para o “No Fear…” e isso anima a todos na banda e nos estimula a continuar o bom trabalho. Eu acredito que o amadurecimento pelo qual passamos está refletido na qualidade daquilo que fazemos. Procuramos sempre colocar nosso trabalho da melhor forma possível, com todo capricho, planejamento, cuidado e etc que a arte merece!

A entrada de Cleber Krichinak foi fator essencial para a criação da identidade final da banda?
Absolutamente sim! Era a peça que faltava. Nossa identidade sonora, instrumental estava bem definida já quando lançamos no “Engraved” mas ainda havia um trabalho a ser feito na lacuna das vozes. Quando perdemos nosso primeiro vocalista, decidimos que iríamos buscar uma voz diferente, que pudesse agregar ainda mais ao som e dar a lapidada final nessa “personalidade” da banda! Felizmente, o Cleber ainda surpreendeu muito! Entregou muito mais do que esperávamos!!

A aceitação do público correspondeu às expectativas que a banda tinha com relação ao álbum?
Até o momento, sim! Ainda temos que trabalhar e divulgar muito mais o álbum, e as músicas…temos uma boa lista de coisas a fazer nos próximos meses quanto a isso e muito trabalho duro pela frente (rs). Hoje, como o comportamento de consumo de musica das pessoas mudou muito, basicamente do consumo por “álbum” que passou para o consumo “por música”, já que é assim que a maioria das novas plataformas de mídia funcionam, vamos trabalhar cada uma das musicas de uma forma diferente, buscando levar nosso som pra muito mais gente…

Como foi realizado o processo de composição das músicas?
Ah, uma verdadeira bagunça! Hahaha. Na verdade nós tivemos que mudar nossa maneira de trabalhar as composições para sermos mais produtivos. Posso dizer que metade do álbum foi composta durante os últimos 2 anos, de uma maneira lenta, parte por parte, como uma construção bem delicada. O lado ruim desse processo é que ele realmente é muito lento e não víamos a possibilidade de terminar o álbum em 2016 mantendo aquele ritmo. Daí então acabamos mudando, usando a tecnologia a nosso favor… Gravávamos as linhas de guitarra em pró tools, depois acrescentávamos as baterias usando uma bateria eletrônica e ali já estava a primeira demo da musica. Ao fecharmos as 9 musicas dessa forma, entramos no processo de pré-produção, já com o Edu Falaschi. Sentávamos juntos, ouvíamos essas demos e começamos a mexer nas estruturas e etc. Quando isso estava fechado, daí fizemos as linhas de voz e de baixo. Por último vinham as letras, realmente foram a última coisa a ser feita. Foi muito melhor trabalhar assim! Dificilmente voltaremos a trabalhar da forma antiga (rs).

“No Fear to Face What’s Buried Inside You” pode ser considerado um álbum conceitual? Qual a ligação de suas composições com a arte da capa, que inclusive apresenta 4 temáticas diferentes que se interligam?
Sim e não (rs) ele não é conceitual no sentido de trazer uma história, uma continuidade ou algo como começo, meio e fim. Nesse sentido, cada musica existe por si só, independente das outras para ter sentido ou qualquer coisa do gênero. Já a parte artística, sim, ela traz um conceito, unindo as musicas através de ilustrações que representam cada uma delas…ai sim, todas as temáticas ficam ligadas no centro da temática das letras que é a retratação da essência do ser humano…tudo aquilo que está dentro de cada um de nós! As quatro capas, além de formarem uma figura única, possuem sentidos individuais fortes. Cada uma tem o seu porque, o seu significado e seu envolvimento com o restante do álbum! Não vamos abrir todo o jogo (rs) mas fica o convite para que as pessoas vejam o álbum em mãos, explorem isso e nos contatem dizendo o que descobriram! Tem muita coisa subliminar e legal ali!

O álbum recém lançado contou a produção de Edu Falaschi, qual foi o critério da banda ao escolhê-lo como produtor?
Bom, no inicio de 2014, escutamos o álbum Motion do Almah e ficamos realmente encantados com o som, a musicalidade, a abrangência musical do álbum, que trazia elementos pesados, modernos, melodias, tudo em equilíbrio. Parecia algo muito similar ao que estávamos buscando fazer. Fomos estudar o Almah mais a fundo e descobrimos que 99% das composições, arranjos e etc são feitos pelo próprio Edu, com um mínimo de participação de outros integrantes da banda. Isso nos deu a ideia de que ter um produtor nos forçando além dos limites para nosso primeiro álbum seria excelente, principalmente além que tivesse uma musicalidade como a do Edu. Conversamos com algumas pessoas e já tínhamos uns 2 nomes de produtores em mente quando descobrimos que o Edu também trabalhava como produtor! Daí fizemos o contato com ele, nos entendemos e pronto! Quando percebemos, já estávamos com o álbum quase pronto!

A mixagem e masterização do álbum foram realizadas em Los Angeles pelo engenheiro de som Damien Rainaud, da Mix Unlimited. No que isso favoreceu o trabalho da banda?
Em tudo (rs)! Trabalhar com alguém que vem de um mercado mais profissionalizado que o nosso, com uma visão cultural diferente e um approach diferente ajudou demais a chegarmos no som que queríamos! Veja, não estou dizendo que no Brasil os profissionais da área são menos competentes, na verdade acho que temos pessoas aqui tão boas ou até melhores que os gringos, mas existe uma limitação clara no Brasil: dinheiro! O nível de investimento para se ter acesso a equipamentos de ponta, que acabam refletindo na qualidade do som é muito alto aqui. Já nos EUA, tudo é mais barato, a indústria da musica em LA é muito grande, favorecendo a diluição dos custos e etc…então, por um preço justo, você pode acabar tendo algo que no Brasil custaria 3 vezes mais! Isso, somado à experiência do Damien deixaram o som do álbum exatamente como queríamos!

Recentemente vocês lançaram o vídeo clipe da música Payback Time, qual o motivo da escolha desta música e como foi para banda trabalhar com por Junior Carelli (Noturnal) na direção?
Bom, a escolha da música foi feita muita antes do clipe… Sempre achamos que ela era a música de maior impacto no álbum, rápida, mas com elementos bastante diversificados. Ela é um excelente cartão de apresentação da banda!
Já o Juninho, é um ser humano sensacional!! Não só ele, como toda equipe da Foggy! Nos divertimos demais, trabalhamos muito bem, as conversas, ideias e etc fluíram de uma forma muito boa e natural. Ele e os demais da equipe ajudaram demais contribuindo com a experiência deles e etc…aprendemos muito no processo e ainda vem muita coisa dessa parceria ai no futuro!

No último mês de Outubro a Attractha realizou seu primeiro show para o lançamento do álbum, como foi a aceitação do público e qual a emoção da banda diante a estréia?
Foi uma noite inesquecível! Tudo saiu como planejado, casa cheia, muita gente curtindo nossa performance, muitos fãs e amigos lá nos prestigiando… Foi uma festa sensacional. Por um lado estávamos todos um pouco nervosos, porque tinha quase 1 ano que não subíamos num palco pra tocar e voltar já assim, nessa situação de lançamento e etc, deixou o clima um pouco tenso…mas foi pisar no palco e isso sumiu…arrisco a dizer que fizemos o melhor show da banda até hoje! Ao final do show, quando fomos confraternizar com todos, recebemos muitos elogios e muitas pessoas que foram lá por outro motivo disseram que ficaram impressionadas e interessadas na banda! Isso não tem preço!!

Quais são os planos futuros da banda? O que podemos esperar da AttracthA para 2017?
Ah…temos muitos planos!! Este ano de 2016 ainda temos alguns shows para fazer. devemos parar só no Natal, se der tudo certo! Daí em 2017, pretendemos cair na estrada pesadamente, principalmente fora de São Paulo e ainda devemos colocar mais novidades ai em vídeo pra galera que curte passar umas horas no YouTube (rs). Resumindo, em 2017 queremos tocar sem parar!

A Equipe Line Rockers agradece imensamente a atenção dedicada e deixa aqui um espaço para as considerações finais da banda, se assim desejarem.
Em primeiro lugar, muito obrigado a todos vocês pelo espaço, atenção e carinho com o nosso trabalho! As bandas precisam de profissionais como vocês para nos ajudar a divulgar a nossa música! No mais, queremos agradecer a todos que dedicaram qualquer tempo para conhecer qualquer coisa já produzida pelo AttracthA e reforçar que as bandas hoje, para sobreviverem, precisam muito do apoio de todos vocês! Compareçam aos shows, ouçam as musicas pelas plataformas de streaming, comprem CD’s e merchandising das bandas que vocês gostam…nossa sobrevivência depende disso!

Vamos deixar aqui nossos canais oficiais, para aqueles que ainda não conhecem nosso trabalho, terem a opção de conhecer:

site oficial: www.attractha.com
loja oficial: www.attractha.loja2.com.br
Merchandising oficial: www.znstore.com.br/attractha

Um forte abraço a todos e nos vemos na estrada!

FIQUE POR DENTRO DAS NOVIDADES DA ATTRACTHA EM:
Facebook
Instagram
YouTube[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Deixe seu comentário

To Top