Entrevistas

Bruxa de Sade, ousadia que instiga os sentidos

A Bruxa de Sade

A Bruxa de Sade é uma banda de rock emblemática, misteriosa e de uma singularidade peculiar, é uma viagem psicodélica às percepções musicais e aos sentidos.

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A Bruxa de Sade é uma banda de rock emblemática, misteriosa e de uma singularidade peculiar que paira entre a linha tênue da extravagância e a elegância. Ouvir Bruxa de Sade é entrar em uma viagem psicodélica às percepções musicais e aos sentidos.

Sim… O tipo de banda que faz você parar tudo que esta fazendo para apreciar cada detalhe.

A Bruxa de Sabe

Uma mistura inteligente e intencional que dificulta a categorização da banda em um único estilo, uma vez que é influenciada por diversos gêneros musicais, tais como: Blues Rock, Industrial Metal, Psychodelic Rock, Classic Rock, Post-Punk, Stoner Rock e Acid Rock.

“As performances ao vivo da Bruxa de Sade são conhecidas por serem sombrias, teatrais e ultrajantes, abusando de contentos líricos polêmicos e de imagens controversas, e reúne um público diversificado, atraídos tanto pela extravagância visual da banda quanto pelo dinamismo de suas canções”.

Foi fundada em meados de Setembro de 2015, na cidade de Pelotas (Rio Grande do Sul), por Cristiano Ricieri (Vocal), que adotara o pseudônimo “Sr. Krokodil”, Amadeu Heiderich “Dr. Manhattan” (Guitarra e Teclado), Lucas Soares “L.K” (Baixo), e Fabiano Hendges “Mr. Hendges” (Bateria). “Sr. Krokodil” é o pseudônimo adotado pelo vocalista e compositor, Cristiano Ricieri, como sendo uma metáfora aos danos teciduais/infeccionais da droga Krokodil (também conhecida por di-hidrodesoximorfina, Permonid ou Desomorfina), capaz de formar um abscesso e necrose do tecido em torno da região aplicada. De acordo com C. Ricieri, “Sr. Krokodil” é uma contra-metáfora à metáfora da expressão “esqueleto no armário”; ou seja, a exposição do medo, a denúncia aos segredos constrangedores e a revelação visceral do individuo. C. Ricieri ainda cita que, “Sr. Krokodil”, além de uma contra-metáfora, também trata-se de um trocadilho ao “The Lizard King”, nada mais nada menos que uma referência a personalidade de Jim Morrison.

 

Fascinada pela riqueza dos detalhes, tão cheios de significados,  resolvi tomar o tempo da banda para uma breve entrevista:

A Bruxa de Sade é cheia de detalhes em tudo que faz e apresenta, qual então o significado do nome da banda?

Sr. Krokodil: O nome “Bruxa de Sade” deriva, em parte, do nome do escritor e filósofo francês “Donatien Alphonse François de Sade” (mais conhecido como Marquês de Sade). Este utilizava do grotesco metafórico, para tecer suas críticas morais à sociedade dogmática do século XIX. Da mesma forma, o nome “Bruxa” faz uma clara alusão às pessoas que foram erroneamente perseguidas e condenadas à morte, do final do século XIV ao começo do século XVIII, sob acusações de prática de magia negra. Em suma, nós somos um logotipo de resistência a hipocrisia, a ignorância, e o dogmatismo de toda uma civilização.

Ainda curiosa e intrigada pelos significados (rs), “Sr. Krokodil” foi claramente explicado, mas e os demais pseudônimos adotados? “Dr. Manhattan” (Guitarra e Teclado), “L.K” (Baixo), e “Mr. Hendges” (Bateria), alguma contra-metáfora ou referência por traz disso?

Sr. Krokodil: “Dr. Manhattan” é uma referência ao personagem “Jonathan Osterman” da série de quadrinhos “Watchmen”. Este pseudônimo foi dado ao guitarrista com a intenção de preservar sua verdadeira identidade… Na série, após o personagem declarar ter “entendido a consciência humana”, este resolve deixar para trás o planeta terra, afim de isolar-se do resto da humanidade. “Mr. Hendges” é somente uma abreviatura formal, exclusivamente feita para causar a impressão de individualismo.

L.K: “L.K” são as siglas para meu alter-ego chamado “LsKilla”, basicamente uma outra pessoa dentro de mim, que se liberta quando estou em palco, o meu outro “eu”, embora estranho e, um tanto quanto pomposo, eu acho…

Sr. Krokodil, a que você atribui à afirmação “tempos difíceis”? Você cita bastante isso nas conversas quando menciona sobre a banda.

Sr. Krokodil: Tudo começou durante o processo criativo da Bruxa de Sade… Eu me deparei com um fenômeno de asfixia artística e cultural, gerada pela existência de uma mídia insensível à providência e cada vez mais sensível à conveniência. Isto é, a música no Brasil, tornou-se petrificada, disposta e alimentada puramente por conveniência e materialismo coisa que dificulta em muito o processo de divulgação de uma banda que se importa em fazer música com inteligência.

De onde vem a inspiração para a singularidade musical e visual que é tão marcante entre vocês?

Sr. Krokodil: A idéia da pintura corporal e, da caracterização, de modo geral, surgiu como uma tentativa de sensacionalizar nossa imagem, transformando-a assim, em objeto de troca e de fetiche que é em última instância um sintoma de nossa cultura, de nossa sociedade de consumo e da manipulação do sujeito perante o sistema capitalista. Eis a razão pela qual me apresento de “zumbi”.

Dr. Manhattan: A ideia da vestimenta feminina é a tentativa de ironizar os padrões estéticos de homem/mulher que existem em nossa sociedade de forma tão profunda. Porém, com bom humor.

Qual a inspiração para as composições? São feitas por quem?

Sr. Krokodil: Eu particularmente não me considero um músico, e sim um poeta. Pois, o processo lírico se baseia basicamente em converter meus cadernos de poesias (e os cadernos de poesia da minha namorada) em letras musicais, tendo a matéria própria de uma narrativa e a estrutura, ou forma, própria de um discurso. Álvares de Azevedo, Charles Baudelaire, e até mesmo Chico Buarque são as minhas principais inspirações.

Dr. Manhattan: Nossa musicalidade não tem inspirações fixas, mas dentre alguns elementos podemos citar a paixão do baterista por Jazz, as inspirações Blues/Rock do guitarrista, e o tom Stoner do baixo. No vocal um drive faz lembrar um Metal, porém nosso som não é voltado para o peso, e sim para uma atmosfera ambiente, que soa sempre sombria.

A banda é recém formada, mas é possível perceber uma sintonia muito grande entre os músicos, já tocaram em outras bandas juntos? Ou individualmente, qual a trajetória de cada um antes da Bruxa de Sade?

Sr. Krokodil: Eu nunca antes tive uma banda, embora que tal ideia já me seduzisse nos tempos de escola… Já o Dr. Manhattan e o Mr. Hendges, ambos tocam em conjunto numa banda chamada “Face da Noite”.

L.K: Já participei de outros projetos e bandas anteriores, assim como meu projeto solo, o “LsKilla”, mas nenhum chegou nem perto da Bruxa de Sade, que é algo basicamente único e inovador para mim.

Dr. Manhattan: Eu já toquei em diversas bandas covers, desde Hardcore até Metal e Blues. O baterista já teve muitas bandas e é o membro mais experiente. Todos se conheceram aqui, em Pelotas, e tinham o desejo de ter uma banda autoral. Nosso principal objetivo é propor um som diferente, uma mistura inusitada para agitar o público nas frias noites do Sul.

 

A Bruxa de Sade é para os que têm ouvidos apurados, para os curiosos, para os questionadores e para os que possuem uma sensibilidade agressiva para compreender a sobriedade por trás da loucura (ou seria a loucura por trás da sobriedade?)

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Conheça o som da Bruxa de Sade

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