Entrevistas

Deia Cassali fala sobre novo clipe e suas influências.

Deia Cassali Sujeira Visceral

A cantora carioca Deia Cassali, em entrevista para o Line Rockers, falou sobre seu novo clipe Sinestesia e as influências musicais que cercam sua carreira.

Foto Divulgação

A cantora carioca Deia Cassali falou sobre seu novo clipe Sinestesia e as influências musicais que cercam sua carreira.

Deia Cassali é o nome artístico da cantora que nasceu na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro e começou a vivenciar sua experiência com a música ainda bem jovem ao ser presenteada pelo pai com um violão. Ainda criança gostava de ouvir desde MPB até Rock’n Roll e ao tornar-se adolescente procurou uma banda para conquistar seus sonhos e foi assim que começou a fazer parte da Pruf.

Depois de escutar muitas respostas negativas, a sua vida teve uma reviravolta muito positiva com a participação no quadro “Olha a Minha Banda” do Caldeirão do Huck, onde o nome foi mudado para Agnela e tornou-se algo bem mais sério.

A banda chegou ao fim em 2014 e foi aí que começou a carreira solo de Deia que começou a trabalhar seu primeiro videoclipe, um EP com 7 músicas e lançou sua música de trabalho Sinestesia trazendo um som mais ácido e uma pegada eletrônica.

Agora, neste ano de 2017, a artista chega com força total e um novo produtor musical, Raphael Harley, grava um novo EP com músicas que trazem letras mais fortes e mais ousadas e para isso buscou influência desde o Hard Rock, Post-Grunge e Metal Alternativo. Foi lançado também o videoclipe da música Sinestesia.

A Roqueira Carioca Deia Cassali

A Roqueira Carioca Deia Cassali

Confira agora a Entrevista exclusiva que Deia Cassali concedeu para o Line Rockers!

Quais foram suas inspirações para o EP Sujeira Visceral?
As minhas inspirações chegam de experiências que já vivi. Tudo o que eu passo, ou me deixa de impactada de alguma maneira se torna motivo e inspiração para escrever e compor uma música. Neste caso, a EP Sujeira Visceral tem muito das experiências que vivi no passado.

Como surgiu a ideia do disco?
A ideia do disco surgiu a partir das letras, o que as letras representavam e o que eu queria dizer com elas.

Aonde se inspirou para escrever as letras?
Como eu disse, as inspirações vêm das experiências que vivencio.

Quais são as suas referências?
Ouço muita coisa. Tenho muitas influências, mas as principais são Audioslave, Foo Fighters, Led Zeppelin, Halestorm, The Pretty Reckless, entre outras diversas.

Como foi a produção do clipe Sinestesia?
Foi rápida, gravamos tudo em 1 dia. O cenário foi a Toca do Bandido, um estúdio muito conhecido e estiloso aqui no Rio de Janeiro, do imponente produtor  musical Tom Capone. Tivemos ajuda de muitos parceiros, como Michelli Massotti na maquiagem e Larissa Vasconcelos no figurino. Muitos amigos ajudaram para que tudo corresse muito bem.

O que você costuma de ouvir?
Eu ouço muita coisa dentro do universo do Rock, mas na minha principal playlist está Audioslave, Led Zeppelin, Rammstein, Janis Joplin, Patsy Cline, System of a Down, Godsmack, Soundgarden e Sevendust.

No seu shuffle agora o que vai tocar?
I am the Highway – Audioslave

No mundo do rock, você como vocalista feminina, sente alguma dificuldade ou até mesmo preconceito?
O tempo todo. Tiramos um grande exemplo disso olhando para dentro do nosso mercado da música. Só temos uma cantora de rock consagrada no Rock nacional que é a Pitty. Não é porque falta talento feminino no Rock, pois eu poderia te dar uma lista incontável de bandas e vocalistas nacionais do meio independente que são maravilhosas. O problema é a nossa sociedade patriarcal. O problema é a falta de oportunidade e respeito por sermos mulheres. Eu já passei por diversos momentos como esse. Eu e todas as essas mulheres, acredito eu, são a experiência viva de que nossa sociedade muito trava os talentos que o Brasil tem.

Como é sua relação com os fãs? Tem uma relação mais estreita?
Minha relação é muito aberta e próxima. Eu abraço, beijo, abraço de novo. Alguns se tornam amigos muito próximos. São pessoas que amam o seu trabalho e fortalecem seu sonho, às vezes, muito mais do que um familiar seu. Então por que não dar esse amor, carinho e respeito de volta? Meus fãs são fodas!

Qual sua expectativa para o este ano?
Expectativa de uma nova EP que vai chegar rasgando, queimando e estourando os PA’s. A produção é de Raphael Harley e sinceramente? Esse cara foi um achado.

Junto a EP, faremos alguns clipes, ainda não sei quantos, mas será pelo menos mais de um. Além disso, também alimentaremos o projeto COLATERAL, onde fazemos covers e releituras de Rocks clássicos. Esse ano vem cheio de novidade, e principalmente vem uma “DEIA” profundamente mais posicionada.

Como está sua agenda 2017?
Temos alguns shows marcados, mas confesso que de agenda eu sou ruim a beça para gravar. Embora eu lembre dos grandes eventos que temos por agora que é o festival de cerveja e foodtruck chamado Rio Bier Festival dia 03 de fevereiro e também abriremos o show do RAPPA na quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel dia 10 de fevereiro.

Estou fervendo para os dois shows. Sempre fico ansiosíssima.

Tem planos já para um novo álbum?
Sim, uma nova EP sai quentinha depois do carnaval. No entanto, lançaremos música por música.

Considerações ou recado para fãs.
Caros amigos, continuem fortalecendo a cena independente. Sem vocês somos um eco no vazio. Fortaleçam e respeitem o som e o sonho de cada pessoa. As críticas são preciosas, porém quando são brandas e fortalecedoras, não quando são destrutivas. Continuem indo aos shows e brigando por uma causa, porque o rock se move sempre por uma veia revolucionária.

Nós podemos sempre mudar, podemos sempre revolucionar. Temos um país lotado de talentos e com certeza, se tivermos mais amor no coração, conseguiremos enxergar isso que está tão visível e audível, porém abafado pelo preconceito enraizado que assola nosso país. Tudo tem seu valor.

Quero agradecer à todos que deram e os que dão suporte para o meu trabalho. Rafael Guerra, Ana B Farias, Eduardo Lira, Vinny Boy, Duduzin Roadie, Valdir, Lia, Rapha Harley, Junior Harley, e todos os amigos e fãs que me incentivam todos os dias, toda hora, não deixando que eu caia na frustração das portas fechadas.

Não deixem de assistir ao Clipe de Sinestesia:

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