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Entrevista Innocence Lost, metal Progressivo e muita melodia

Innocence Lost

A Innocence Lost é uma banda carioca de heavy metal progressivo do Rio de Janeiro. Confira a entrevista da banda para a Line Rockers.

Innocence Lost, o metal progressivo carregado de melodias marcantes

A banda Innocence Lost foi criada em 2007 por amigos da zona oeste do Rio de Janeiro, com o objetivo inicial de fazer um trabalho sério e autoral de Heavy Metal.

Innocence Lost Show

Innocence Lost Show

O tecladista Aloysio Ventura já conhecia e havia tocado com três dos outros quatro integrantes, menos o guitarrista Juan Carlos Britto, que era próximo a vocalista Mari Torres, após poucas conversas e acertos iniciais, a banda já estava formada e compondo.

Essa formação inicial se mantém até os dias atuais, e possibilita uma das marcas da banda que é o entrosamento e alta performance no palco, que vem de anos de experiência. “Toco com o Heron e o Rodrigo desde 2002, ou seja antes da Innocence Lost” – diz Ventura.

O som da banda é centrado no power metal moderno, mais trampado e progressivo, trazendo influências de bandas como Symphony X, Evergrey, Seventh Wonder e Adagio. Adicionado a isso podemos ver as influências pessoais de cada componente.

O baterista Heron Matias conta: “na bateria, minhas influências são diversas, mas as mais marcantes, foram o Neil Peart, Mike Portnoy, Dave Weckl e Buddy Rich.” Ele continua: “mas não dá para ficar restrito a um grupo, todo músico sempre tem algo para acrescentar. É legal ter humildade para sempre aprender, tanto com os mais experientes quanto com os menos, pois sempre temos algo para aprender. O importante é sempre analisar qual o propósito de cada música, entender o significado dela e procurar fazê-la da melhor forma possível, nem sempre pensando no gosto pessoal mas sim na importância do que é necessário para que elas se tornem ideais.

Ele completa: “Quanto ao estilo de tocar, não me preocupo com isso, penso mais no que a música precisa.” Mari Torres, a voz da Innocence Lost afirma: “Comecei a me interessar pelo canto ao ouvir a Tarja Turunen (ex vocalista do Nightwish), estudei por algum tempo no conservatório “Elite Musical” e participei de diversos corais, e até cantei MPB na noite, mas meu foco sempre foi a banda, atualmente tenho buscado uma abordagem mais popular e heavy metal do canto, minhas principais influências hoje são Floor Jansen (Revamp, Ex After Forever), Magali Luyten (Virus IV, Beautiful Sin), Russel Allen (symphony X) e posso dizer que a Lzzy Hale (Halestorm) também faz parte dessa lista.”

Aloysio Ventura é o tecladista: “Os principais tecladistas que me influenciam são Tuomas Holopainen (Nightwish), Jost Von Der Broek (ex After Forever), Michael Pinnela (Symphony X) e Derek Sherinian (Planet X, ex Dream Theater)”.

O tecladista já tocou em outras bandas, como guitarrista e vocalista, e fala um pouco sobre isso: “Acho que o meu background me ajuda a ter uma visão um pouco mais ampla na hora de compor. Busco inspirações em alguns músicos que não são tecladistas, mas são grande compositores, como o Rafael Bittencourt (Angra), ou o James Heitfield (Metallica)”.

Juan Carlos na guitarra: “Sou um apaixonado por música, de todos os tipos e gêneros, porem, o gênero que mais gosto é metal. Não gosto muito de definir subgêneros, não faz muito sentido para mim, até porque, cada um deles, possui elementos que os fazem únicos e que me fazem gostar de cada um.

Innocence Lost

Innocence Lost

Com a Innocence Lost, eu tento detectar o que eu mais gosto em cada um deles, somado a minha personalidade e escrever um som que pareça atual. Comecei a tocar guitarra com aos 14 anos e minha principal influencia como guitarrista, sem dúvidas é Michael Romeo, da banda Symphony X”.

No geral cada componente traz características novas para o som da banda. Atualmente a Innocence Lost está em busca de consolidar seu espaço no cenário nacional do heavy metal. Após o lançamento do seu primeiro trabalho de estúdio, o EP Human Reason (Escute o EP aqui),  a banda segue fazendo shows e divulgando o mesmo e em paralelo trabalha no fechamento do vindouro Full Length, ainda sem data de lançamento.

A Line Rockers conversou um pouco mais com a Innocence Lost nesta entrevista

A banda possui quase uma década de estrada e todos nós sabemos que trabalhar com música nunca foi uma tarefa fácil. De 2007 para cá, o que mudou musicalmente na Innocence Lost e o que os mantém motivados a continuar acreditando na música autoral em meio a tantos obstáculos?  

Primeiro de tudo somos amigos a muito tempo e temos muito respeito pelo tempo que estamos juntos. Desde o início a ideia sempre foi compor e tocar nosso próprio som, esse é o nosso foco e sempre vai ser.  Aquilo que vem a gente tira de letra por que estamos sempre juntos, brigamos juntos e rimos depois juntos também.

Recentemente abriram dois shows da banda Kamelot, como foi esta experência?

Ficamos muito felizes por sermos chamados pra essa tarefa árdua que é abrir pra uma banda com fãs tão fiéis como os do Kamelot, a principio eu fiquei um pouco preocupado com a recepção por ser banda de abertura, algumas vezes rola uma resistência do público que não está ali principalmente por você, saca? Tocamos em São Paulo primeiro, todos os caras da banda foram muito receptivos conosco e quando o show começou, o público respondeu bem. Ficamos muito felizes e acabamos ganhando mais gás pra dar o nosso melhor. O show do Rio foi em casa então já estavamos mais a vontade, a galera também respondeu bem e tudo acabou repercutindo muito bem pra banda, muita gente que não nos conhecia veio atrás e fez contato, foi muito bom!

Uma das aberturas do show da Kamelot foi em São Paulo, conte-nos como foi essa recepção do público Paulista?

A galera agitou bastante e bateu cabeça! Tivemos um set curto e a Mari num tinha muito tempo entre as músicas pra interagir muito com  o público, mas mesmo assim a troca foi muito foda! Foi muito bom ver todo mundo batendo cabeça ao som das nossas músicas.

Uma coisa que os fãs têm aguardado ansiosamente, é o lançamento do primeiro CD, já existe alguma data prevista? O que podemos esperar deste novo trabalho comparando-o com Human Reason?

Estamos com um planejamento certo pra gravar no início de 2017. Podem esperar um som mais conciso e direto, com trechos mais orientados pro heavy metal moderno, mas o prog ainda está lá, só que agora ele nos serve quando faz sentido dentro das composições, não é a regra.

Vocês sentem ou já sofreram algum tipo de preconceito com relação ao fato de se ter uma mulher dominando os vocais da banda?

A Mari se impõe como vocalista de metal mesmo, sem buscar alguns clichês que o metal com vocal feminino costuma apresentar. Isso acaba surpreendendo muita gente, que espera algo lírico ou operístico, mas encontra um vocal mais tradicional, com muito belting e força. Acho que por isso acabamos não dando espaço pra esse preconceito.

Sabemos que a Kamelot tem um grande nome dentro do power metal mundial, abrir o show da banda, abriu portas para o cenário internacional? O que a Innocence Lost pensa em atingir daqui pra frente?

Conseguimos alguns contatos muito legais e surpreendentes pra nós. Acho que sim, mas queremos primeiro firmar nosso nome aqui no Brasil. Achamos importante tocar lá fora e com certeza iremos mais cedo ou mais tarde, mas queremos mais ser respeitados e firmar nosso espaço aqui, e então ampliar para fora da nossa terrinha.

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