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Hanson: emoção, surpresas e qualidade musical em noite animada em São Paulo

foto: Carol Marinho Martin

Confira como foi o show dos irmãos Hanson em São Paulo!

Aconteceu no último sábado, 26 de agosto, no Citibank Hall (São Paulo/SP), o show da banda HANSON, trio formado pelos irmãos americanos Isacc, Taylor e Zac. O show faz parte da “Middle of Everywhere 25th Anniversary World Tour”, que comemora 25 anos de carreira e 20 anos de lançamento do terceiro álbum do trio, “Middle of Nowhere”.

Você pode até não conhecer a banda Hanson, mas se você viveu no fim dos anos 1990 e não ouviu “MmmBop” pelo menos uma vez na vida, pode parar de ler agora (e depois voltar) e ouvir essa preciosidade da música pop americana
aqui:

Essa é a quinta vez dos Hanson no Brasil. Antes de passar por São Paulo, a banda fez shows no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte e encerra a passagem pelo país em Salvador. Além dos grandes sucessos, a banda também coloca em seu repertório (que varia a cada show) músicas “lado B”, outras da época independente, quando ainda não tinha estourado, e “I was born”, novo single lançado esse ano. Em São Paulo, foram 28 músicas em quase duas horas intensas de muita música e emoção para cinco mil pessoas.

Fãs com camisetas e cartazes da banda (foto: Carol Marinho Martin)

Platéia lotada e com celulares a posto para ver Hanson (foto: Carol Marinho Martin)

O atraso de mais de meia hora não abalou a platéia, formada principalmente por mulheres na faixa dos 30 anos acompanhadas das amigas ou dos namorados e maridos. Pelo contrário: quando a banda, acompanhada por dois músicos de apoio, abriu o show com “Already Home” e “Waiting for This” e emendou com “Where’s the Love”, todos foram ao delírio. Os muitos celulares foram acionados para registrar cada música, cada momento da noite.

a banda no palco sendo observada e filmada o tempo todo (foto: Carol Marinho Martin)

O show continua com “Look at You”, “Tragic Symphony”, a eletrizante “Thinking ‘Bout Somethin”, a baladinha “Weird”, cantada pela plateia do início ao fim. Isaac, o mais velho, de 36 anos, passeia com suas guitarras pelo palco enquanto Taylor, de 34 anos, alterna entre piano e sintetizadores enquanto canta. No centro do palco, o mais novo, Zac, hoje com 31 anos, empolga com sua bateria. Com o grande hit “This Time Around”, a plateia canta em uníssono cada frase.

Isaac também toca violão (foto: Carol Marinho Martin)

Zac sai da bateria e vem para frente do palco (foto: Carol Marinho Martin)

Zac deixa então a bateria e vem para frente do palco para um momento mais “acústico” do show, quando a banda relembra seu comecinho de carreira em bares e pubs. “Runaway Run”, “Madeline”, “Go”, “Juliet”, “I Don’t Wanna Go Home”, “Strong Enough to Break”, “Penny & Me” e “Watch Over Me” completam esse momento. Nesse trecho, os irmãos também demonstram que, de fato, são multi- instrumentistas: Zac vai para o piano e Taylor para a bateria. “Essa era a idéia original para a banda”, brinca Taylor.

Taylor na bateria (foto: Carol Marinho Martin)

E chega o presente da noite: “I will come to you”, música que a banda raramente toca em shows e que nunca foi tocada para a plateia paulistana. É uma surpresa que agrada e emociona as pessoas, levando muitas às lágrimas. O show segue com “On and On” e a nova “I Was Born”, quando é a plateia que surpreende os irmãos: uma grande faixa com “We were born to be here” é hasteada no setor superior e vários cartazes com trechos da letra são mostrados pela platéia.

bandeira hasteada por fãs surpreende a banda (foto: Carol Marinho Martin)

O show segue com “A Minute Without You”, “Get the Girl Back”, “Crazy Beautiful” e “Man From Milwaukee”, quando Taylor avisa que vão tocar uma música que talvez as pessoas conheçam um pouco mais que as outras. Sim, é a vez de “MmmBop”, cantada fervorosamente pela plateia, que levanta bexigas cor de laranja e tem muita euforia. No mesmo pique, a banda emenda “If Only”, com Taylor tocando gaita e fazendo todos pularem. “Fired Up” e “In the City” completam o setlist e a banda deixa o palco. Passa pouco da meia noite quando a banda volta para o bis para encerrar com “Save Me”, completando assim duas horas de show. Taylor ainda corre para a frente do público para
tirar fotos com algumas fãs.

Taylor no piano (foto: Carol Marinho Martin)

A performance no palco deixa clara a razão do sucesso da banda, ainda que não em patamares comerciais como outras boy bands (do passado e do presente). Simpatia, carisma, charme: todos esses são adjetivos que cabem aos irmãos. Sim, eles são bem gatinhos, mas também têm aquela fascinação de fazer um bom show ao vivo. Se outros artistas por vezes reclamam por ficarem marcados por um grande hit, isso não acontece com os Hanson. “MmmBop” e outros hits são celebrados pela banda com o mesmo carinho com que são tratados pelos fãs. Aliás, os fãs desempenham papel fundamental na construção da carreira dos irmãos. Tanto que essa turnê, segundo Isaac, é dedicada não só a celebrar os 25 anos de carreira deles, mas a todos os fãs que cantaram junto com eles ano após ano.

a cumplicidade entre irmãos (foto: Carol Marinho Martin)

Além disso, os irmãos sempre tiveram controle de suas carreiras, tanto que abandonaram grandes gravadoras para distribuir seus álbuns independentemente e, assim, fazerem o tipo de música em que acreditam. Zac uma vez disse em uma entrevista que as escolhas feitas pelo grupo não foram para ser lembrados por quem são, mas pelas coisas que fazem. Essa liberdade artística, tão incomum no mundo pop americano, talvez explique três homens de 30 e poucos anos já com 25 anos de carreira.

foto: Carol Marinho Martin

foto: Carol Marinho Martin

foto: Carol Marinho Martin

foto: Carol Marinho Martin

foto: Carol Marinho Martin

foto: Carol Marinho Martin

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