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Ian Anderson relembra sucessos do Jethro Tull em show realizado em São Paulo

Ian Anderson relembra sucessos do Jethro Tull em show realizado em São Paulo

Crédito: Fernando Yokota

Show aconteceu no dia 11/10/2017, véspera de feriado, no Teatro Bradesco

Costumo dizer que existem bandas que possuem uma personalidade única, são aquelas que quase não imitaram ninguém e não conseguiram ser imitadas, nessa conclusão minha, o Queen é a banda que mais se encaixa, mas afirmo com todas as letras que a segunda se chama Jethro Tull.

(Crédito: Fernando Yokota)

Desde 1967, esses ingleses de Blackpool, são ícones do rock progressivo, além da influências de folk, eles também colocaram elementos eletrônicos a partir dos anos de 1980, porém, hoje Ian Anderson (vocalista, flautista e guitarrista) é o único remanescente da banda. O músico que mais o acompanhou foi Martin Barre, que saiu em 2011.

Nessa turnê o baixista David e o tecladista John fizeram parte da última formação do Jethro Tull, finalizada em 2012, mas Ian
não deixou o sonho morrer, ele que está com setenta anos, segundo informações. Essa é a oitava vez que Ian (solo ou com o Jetro) vem ao Brasil, lembro-me da primeira vez, que foi em 1988.

O show começa no horário previsto, o Teatro Bradesco lembra casas do século XIX, onde artistas de ópera se apresentavam, muito comum em filmes de época e lugar ideal para curtir rock progressivo.

A banda abre com o sucesso mais comercial, “Living the Past”, já emendando outra pérola “Nothing is Easy”.

(Crédito: Fernando Yokota)

Na quarta música, causam alvoroço com a execução de “Thick as a Brick”, canção do álbum de mesmo nome. Ian na primeira parte do show toca nove músicas, além das citadas, outras que se destacam: “Bouree” do álbum Stand Up e a minha preferida “Too Old to Rock n Roll: Too Young to Die”.

Com um intervalo de dez minutos, os músicos retornam, Ian fala muito, muitas vezes de forma rápida, fazendo com que muitos não entendam. Normamente ele sempre conta histórias e durante toda a apresentação é mostrado imagens, que aparecem no telão atrás do vocalista.

No segundo tempo, muitos aplausos para as canções: “My God” e “Aqualung”, ambas do mesmo álbum (Aqualung) e a última música da apresentação também é desse disco, “Locomotive Breath”.

Com músicos de alto nível, apesar das críticas, para mim, a voz de Ian está boa. Com público comportado, característico desse tipo de música, num dia em que a alguns metros, a seleção brasileira vencia o Chile por 3×0, tirando os chilenos da Copa. O desejo de
todos era a Argentina não se classificar, mas isso não aconteceu (brincadeira hermanos).

Voltando ao show, foi uma noite agradável, bem como Ian ou Jethro Tull merecem. Senti falta apenas da música “A Song for Jeffrey” (faz parte do DVD Circus, Rolling Stones, com participação com The Who).

(Crédito: Fernando Yokota)

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