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Jóias do Ballet Russo: Um show de ballet clássico em São Paulo

Na quinta-feira, dia 19 de outubro, o Teatro Bradesco recebeu um dos mais belos espetáculos de ballet do ano

Crédito: Carlos Feldman

Na quinta-feira, dia 19 de outubro, o Teatro Bradesco recebeu um dos mais belos espetáculos de ballet do ano

Praticamente um evento grandioso para os amantes da arte do ballet clássico, como a maioria sabe, o ballet nasceu na Itália, maso nome, assim como as coreografias, foi patenteado na França, porém, não podemos negar que o
grande polo é a Rússia. Seja antes, durante ou depois do socialismo, o ballet é a maior manifestação artística no país do leste europeu e, continua a produzir artistas que seduzem em suas técnicas, expressões e dedicações, já que eles
ensaiam dez horas por dia, em seis dias na semana.

Tchaikovsky sempre foi o preferido para compor as obras para as apresentações do ballet, príncipes, czares e toda a alta sociedade russa investiam em teatros, arquitetos, escultores e pintores. Eram chamados para construir cenários luxuosos, além de pedagogos, para dar força aos mais jovens.

Todo esse investimento foi válido, pois mais de um século depois, ao sentar no Teatro Bradesco, sentimos toda aquela magia, como se tivéssemos vivido aquilo. Durante a apresentação, foram exibidos um pout – pourri dos mais famosos espetáculos, uma voz anunciava qual seria o próximo ato.

Foram apresentados: Lago dos Cisnes, Carmem, Quebra Nozes, Morte dos Cisnes, Dom Quixote, dança ucraniana e folclore escocês. Em cada ato, um cenário diferente ao fundo, mostrando palácios russos, neve como no momento em que foi encenada a fada açucarada, do ballet Quebra Nozes, floresta escura no momento do ballet escocês, onde tudo parecia ser real.

Entre os bailarinos, destaque para o Alexander Volchkov, que integra o Bolshoi há exatamente vinte anos, fazendo solo e, o pás de deux, com algumas das quatro bailarinas presentes. Méritos para Oxsana Bondarev e Tatiana
Tiliguzova, que ganharam aplausos intermináveis quando fizeram as piruetas em Dedans, além da classe na hora do Plie.

Outros bailarinos, também merecem notoriedade, mesmo não tendo o mesmo brilho dos citados anteriormente, são eles: Mikhail Venshchikov, Boris Zhurilov e Maksin Marinin. No ballet Carmen, o clima espanhol tomou conta, com leques, além da música com a levada flamenca.

O público sentiu falta, de a Bela Adormecida e o Corsário, pois ambos foram citados no roteiro, além de clássicos como Giselle (de origem francesa) e Spartacus (procedência russa). No final, o telão mostrou o Bolshoi por dentro,
da qual, fazia com que todos imaginassem a sua grandeza. Uma hora e meia de beleza, sonho, história ou  simplesmente de ballet clássico – uma junção perfeita entre a dança é a arte.

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