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Com estádio lotado em plena terça-feira, Tyler Bryant & The Shakedown, Alice Cooper e Guns N’Roses fecham o já saudoso festival

Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts

Com estádio lotado em plena terça-feira, Tyler Bryant & The Shakedown, Alice Cooper e Guns N’Roses fecham o já saudoso festival

Sem dúvida, a cidade de São Paulo foi surpreendida com um espetáculo de rock, que contaria com astros que cantaram no festival Rock in Rio, lembrando que no evento carioca, nem tudo que sobe ao palco pode ser considerado rock n roll, aliás, alguns estão bem longe disso.

Bandas de épocas diferentes, consideradas clássicas, como: The Who, Def Leppard, Aerosmith, Guns n Roses, Alice Cooper, The Cult (que não tocou no Rock in Rio), além do cada vez mais pop Bon Jovi.  O público paulistano abraçou a ideia e, esperamos que o festival se repita.

O grande problema do evento foi o horário, onde em cada veículo se falava uma coisa, ninguém sabia ao certo que horas o espetáculo começaria, sendo motivo para muitos perderam Alice Cooper, por exemplo.

Tyler Bryant & The Shakedown:

A banda, que também se apresentou no festival do Rio de Janeiro, era desconhecida do público. A maior informação é que um dos membros é filho do guitarrista Brad, do Aerosmith.

Surgidos em Nashville, eles fazem o som blues/rock com grande influência de Black Crowes e Lynyrd Skynard. A apresentação durou apenas trinta minutos.

Os músicos são bem jovens, na faixa etária dos vinte anos. Eu não assisti, mas quem os viu, elogiou bastante. Estão no caminho certo!

Tyler Bryant & The Shakedown (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

Tyler Bryant & The Shakedown (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

Alice Cooper:

O músico americano continua com a sua performance impecável, claro, um pouco manjada. No entanto, há muito tempo que ele não brinca mais com as cobras, mas a guilhotina, enfermeira, sangue falso e o seu velho teatro continuam no roteiro.

Alice cantou pela primeira vez no Brasil, em plena época da ditadura militar, retornando ao país em 1996 para o Festival Monster of Rock, sendo essa a quinta apresentação dele por aqui.

Alice e a guitarrista Nita Strauss (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

Alice abriu com “Brutal Planet”, ,música do álbum de mesmo nome, gravado em 2000. Na sequência o público delira com “Nice Guy” e, outro alvoroço foi na hora de “Billion Dollar Babies”, notas com sua cara são jogadas a plateia.

A banda que o acompanhava entra com três guitarristas, entre eles, uma linda mulher, com uma performance única. Vibração para a “Poison”, numa opinião particular, “Feed my Frankenstein” foi o momento mágico do show, pois entrou um monstro enorme no palco.

Aos sessenta e nove anos, ele mostrou como sua voz ainda está boa quando executou “Eighteen”e,  para fechar a festa,  “School Out” teve a participação de Andreas Kisser (Sepultura), no meio da canção. Foi colocado um trecho de “The Wall”, do Pink Floyd, o fundo do palco
estava decorado com uma aranha numa teia e não posso esquecer da bailarina que entrou no palco, como se fosse uma boneca de corda  onde Alice tenta matar a personagem, ou seja, além de tudo, é um ator. Foi tocado um total de quatorze músicas.

“Alice teve o seu auge no inicio dos anos de 1970, mas no final da década de 1980, ele voltou a ter sucesso comercial. Senti falta de duas
músicas: ‘Hey stoopid” e “Muscle of Love”, mas isso é apenas um detalhe. Tivemos uma hora e quinze de show.

Alice Cooper (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

Guns n Roses:

A polêmica banda, que em trinta anos tem muita história para contar, sempre será lembrada em nosso país pelo show realizado no Rock in Rio de 1991, quando estavam no auge da carreira e, tocou na America do Sul.

Axl Rose (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

Muitas brigas, a famosa frase: “nunca mais!” foi dita em várias ocasiões, principalmente entre Slash e Axl, mas vamos deixar as fofocas de lado. O trio de ferro dos anos de 1990 está de volta, Axl, Duff e Slash tiveram o preparo para fazer um show com mais de três horas, com muitas explosões. Passando por todos os álbuns da carreira, segundo informações, a voz de Axl estava ruim no Rock in Rio, mas, em São Paulo não podemos dizer o mesmo. O vocalista não comprometeu, o batera Frank foi tachado como músico ruim, o
que eu não achei, o guitarrista Richard parece muito com Izzy (antigo membro da banda, que ocupava a mesma função), o tecladista Dizzy, que está desde 1991 na banda, além da backing vocal Melissa, completavam o time.

O grupo já teve outros músicos de destaque como: Steven Adler, Gilby Clarke, Matt Sorun, Robin Flinck.

(Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts))

Vamos ao show!

Com um pequeno atraso de quinze minutos (pouco para quem já atrasou duas horas em outra apresentação), a banda entra em cena, pois a maioria do estádio estava lá por causa deles, abrem com dois clássicos do Appettite for Destruction, “It’s so Easy” e “Mr. Brownstone”. Eles tocaram a chata canção, do álbum de mesmo nome, que também acho ruim “Chinese Democracy”. Para mim, a melhor interpretação foi na “Stranged”, mas agora vou falar dos covers. Para ser sincero, não gosto muito da banda fazendo música dos outros. Eles tocaram “Live And Let Die” do Paul McCartney e “Knockin on Heavens’s Doors” de Bob Dylan, ambas ficaram cansativas. Infelizmente os covers da qual, acho que eles levam bem, não foram tocados, que são: Aerosmith, “Rose Tattoo” e Nazareth, mas devo ressaltar que a homenagem ao Soudgarden ficou muito boa, “Black Hole Sun”.

Slash fez um cover do Chuck Berry em seguida, como de praxe, o tema de o Poderoso Chefão. Outros momentos marcantes foram: “My Michele”, “Rocket Queen” e “Nightrain”. Se percebe que o primeiro álbum do grupo sempre será o mais querido.

O show continua com “You Could Be Mine”, com cenas do filme Exterminador do Futuro no telão, muitos gritos na hora de “Civil War”, outro cover chegando agora do Pink Floyd “Wish You Were Here” e eles já emendam “November Rain”. Momento romântico na hora da excelentíssima “Don’t Cry” e para fechar “Patience” e “Paradise City”, num total de vinte e seis músicas.

Duff, Axl e Frank Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

Axl está com cara de velho, o Slash continua o mesmo, Duff, apesar do jeito de garotão, seu rosto virou uva passa, resumindo: Eu que já assisti a banda por quatro vezes, inclusive na primeira passagem deles por aqui, digo que essa foi a melhor apresentação, não pelas músicas ou pelo show, mas pela história que eles deixaram… e a eterna presença de palco do trio de ferro.

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