Rock Independente

Saia do óbvio, ouça In The Rosemay Dreams!

A banda In the Rosemary Dreams

A banda In The Rosemary dreams faz um Rock com uma levada Jazz e passagens blues, banda curitibana que nasceu em 2014 e fazem um progressivo excepcional.

A levada Jazz do Rock da In The Rosemary Dreams

Certamente a primeira coisa que me chamou a atenção ao ouvir In The Rosemary Dreams foi a levada Jazz que é bem pungente. A banda é recente, nascida no verão de 2014 na região metropolitana de Curitiba através dos parceiros de longa data: Alexander Medina (bateria), Zarce Matos (baixo) e o Anderson Lima (guitarra/vocal), que já tocaram juntos entre 2005 e 2012.

“Visamos desconstruir fórmulas óbvias, adotando andamentos pouco ortodoxos e contínuas mudanças rítmicas e melódicas” – A banda paranaense In The Rosemary dreams faz o ouvinte transitar entre os mais variados ambientes sonoros.

O grupo apresenta canções com levadas de Post Rock, Rock Progressivo, Soul, Indie ou tudo ao mesmo tempo, mas sem perder a pegada visceral do rock de garagem. E mesmo reunindo as mais variadas influências, não abre mão da autenticidade ao compor e o valor à atenção de quem ouve para oferecer experiências singulares.

Nesse pouco tempo de existência o trio levou o prêmio de melhor banda do V FESTIVAL DE MÚSICA DE PIRAQUARA em 2014, participou do Corredor Cultural de Curitiba em 2015 e fez outras apresentações pela cidade.

Como era de se esperar de um grupo de Rock Experimental, a banda tem andado às margens do mercado fonográfico não só pelas composições, mas também por apresentações inusitadas e processos de gravação alternativos.

In the Rosemar Ddreams Rock Jazz

Totalmente independente, o grupo está editando o seu primeiro EP, tendo como técnico de som e co-produtor um velho amigo, Michael Vedovelli, músico curitibano radicado em São Paulo.

A entrevista com a In The Rosemary Dreams

De onde surgiu o nome da banda e o que os inspiraram?

O nome faz uma pequena homenagem ao romance de Ira Levin, “O bebê de Rosemary”, que posteriormente se transformou em um longa dirigido por Roman Polanski em 1968.

Quais são as principais influências musicais dos integrantes ou da banda em geral?

No geral nossas influencias são do rock progressivo e do space rock dos anos 70’s. Mas cada um tem suas preferencias que vão do Jazz, blues até hip hop.

In The Rosemary Dreams é uma banda bem recente já que foi fundada no ano de 2014, porém existe muita maturidade no trabalho de vocês que é nitidamente percebida ouvindo More Than I Deserve e Inside of the Smoke por exemplo, a que se atribui a sintonia? Os músicos já se conheciam? Tiveram outras bandas? Quais (e de qual estilo musical)?

Nós somos amigos de longa data, mas nunca tivemos um projeto concreto com os três na mesma formação. César e  Alexander eram integrantes de uma banda de rock psicodélico chamado “Circo Solar”, depois do fim desta banda, eu e o César montamos a “Licet Ins.”, um trio de Stoner rock, que durou de 2005 a 2011.

No mesmo ano da fundação, vocês faturaram o prêmio de melhor banda no 5º Festival de Música de Piraquara, como foi pra vocês já começar com o pé direito e conseguir tal reconhecimento?

Confesso que foi uma surpresa enorme. Nos inscrevemos no festival simplesmente para nos divertir sem pretensões maiores. Mas quando veio o resultado ficamos muito felizes por nossa música tenha chamado atenção e de alguma maneira tenha feito sentido para mais alguém.

No release vocês citam “apresentações inusitadas e processos de gravação alternativos” como características marcantes nos trabalhos. Para o público que ainda não teve a oportunidade de conhecê-los ao vivo, o que esperar dessas apresentações? Como são esses processos de gravações?

Quando possível, tocamos acompanhados por vídeos experimentais que produzimos. Chamamos músicos dos mais variados estilos para jams, como saxofonistas de Jazz, gaiteiros de Blues, até mesmo rappers/MCs, mas sempre temos novas surpresas. Nos processos de gravação, tentamos fugir um pouco das paredes almofadadas dos estúdios, gravamos algumas coisas ao ar livre, outras em uma adega subterrânea de um amigo, isso cria um clima e uma atmosfera sonora bem característica. Tudo isso com produção independente e com o auxilio do nosso grande amigo, técnico de som, e quase quarto membro, Michael Vedovelli.

Como é o processo de composição das músicas? Toda banda participa? Quais as maiores inspirações?

Todos participam. Normalmente, um de nós aparece com uma ideia, e ela vai se transformando no decorrer do processo de composição. Tentamos não ceder as formulas “manjadas” da música pop, mas também não fazer algo totalmente abstrato e de difícil compreensão.  A inspiração vem de quase tudo que está a nossa volta que julgamos relevante, como os velhos dilemas da existência humana ou a inversão de valores que nossa sociedade tenta impor.

Percebemos que vocês investem bastante em arte visual, em sua página no Facebook existem muitos conteúdos e capas surrealistas, qual o objetivo principal disso? De onde surgem as idéias? A própria banda elabora? 

O objetivo é ilustrar todo o conceito que envolve a banda. As ideias surgem quase como uma extensão visual das músicas que compomos, seja de um trecho da letra ou de uma passagem instrumental. A grande maioria somos nós que elaboramos (principalmente o Alexander), mas algumas acabamos pegando emprestado, mas sempre dando seus devidos créditos.

Voltando à questão da cena musical e independente, percebo uma certa comparação de bandas de outros estados à cena musical de Santa Catarina e Paraná (que a outros olhos é bem vista e tida como forte, principalmente no interior desses estados) e esta mesma comparação de bandas aqui do sul com relação às oportunidades de São Paulo (capital). Pra vocês existe essa diferença? O Paraná e Santa Catarina tem de fato um público mais forte que São Paulo ou o inverso?

Em tempos de internet, existem cada vez menos pessoas que saem de casa para descobrir novos artistas, principalmente para música autoral. Ao mesmo tempo em que isso dificulta as cenas, faz com que cada vez mais os artistas desenvolvam maneiras diferentes de entreter e conquistar o público. As proporções da São Paulo são maiores, mais público, mais oportunidades, porém, mais bandas e artistas. Em Curitiba e Santa Catarina, temos uma cena (ou cenas, pois aqui ainda existem as subdivisões, como a cena metal, psicobilly, indie rock, etc.) menor, o que cria uma proximidade e uma informalidade um pouco maior, o que talvez passe essa ideia de “força”. Mas a cena independente sempre foi e será muito importante e ativa, afinal, é dela que surgiram grandes nomes do “mainstream” mundial.

E as novidades? Algum projeto novo em andamento? O que podemos esperar de novo a ser lançado?

Sim! Esse ano esperamos lançar nosso primeiro EP oficial e também um minidocumentário sobre a produção dele, para que possamos compartilhar com o público o nosso processo de gravação.

In The Rosemary Dreams nas redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/intherosemarydreams/

Confira o vídeo da In The Rosemary Dreams

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