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SP Trip: The Kills e Bon Jovi marcam a segunda noite do memorável festival

No segundo dia do festival, Bon Jovi fez uma apresentação melhor que a do dia anterior, no RIR

Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts

No segundo dia do festival, Bon Jovi fez uma apresentação melhor que a do dia anterior, no RIR

23 de setembro de 2017, a segunda noite do surpreendente SP Trip empolgou muito os fãs da banda Bon Jovi. O grupo se apresentou no Allianz Park após a abertura do The Kills, com o estádio lotado.

The Kills é uma banda de garage rock, formada pela norte-americana Alison “VV” Mosshart e pelo britânico Jamie “Hotel” Hince. O grupo começou a apresentação  às 19h45, 15 minutos antes do horário marcado, para um estádio que já começava a lotar.

Sendo o único representante do indie rock no SP Trip, a dupla não empolgou muito o grande público que se formava para ver a atração principal da noite.

A vocalista Alison Mosshart (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

Com apenas 7 músicas no setlist, o grupo iniciou a apresentação com “Heart Of A Dog”, mostrando a bela voz da agitada vocalista, na sequência veio “Kissy Kissy”, com um som que lembrava um metrônomo durante a canção.

“Hard Habit To Break” e “Baby Says” se seguiram, mostrando uma banda talentosa, porém, realmente não havia muita interação dos presentes. De fato foi a única escolha errada para o festival, não por falta de talento e sim por ser de um estilo totalmente diferente do  headliner.

“Echo Home”, “Pots And Pans” e para finalizar, “Monkey 23”. Ponto alto para a simpatia da dupla, que mesmo se sentindo deslocada, fez uma boa apresentação.

Alison Mosshart e Jamie ‘Hotel’ Hince (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

Set List – The Kills:
Heart Of A Dog
Kissy Kissy
Hard Habit To Break
Baby Says
Echo Home
Pots And Pans
Monkey 23

Vamos para o esperado Bon Jovi, que pisou no palco às 21h20, 10 minutos antes do horário previsto.

O grupo de hard rock formado  em 1982, por Jon Bon Jovi (vocais), Tim Pierce na guitarra, Roy Bittan nos teclados, Frankie LaRocka na bateria e Hugh McDonald no baixo, posteriormente sendo modificado por David Bryan nos teclados, Alec John Such no baixo e Tico Torres na bateria.  O guitarrista Dave “The Snake” Sabo tocou apenas um verão com o grupo, dando lugar a Richie Sambora.

A formação atual conta com Jon Bon Jovi, o baterista Tico Torres, o tecladista David Byran, o guitarrista Phil X e o baixista Hugh McDonald. 

Um belo cenário com estádio lotado. (Foto: Debora Pertrini)

Ao som de muita gritaria e com um belo cenário produzido pelos celulares acesos enquanto as luzes do estádio se encontravam apagadas, a apresentação se iniciou com uma intro e uma animação no telão, enquanto a banda entrava no palco. “This House Is Not For Sale”, faixa título do seu mais recente álbum, abriu a noite com fãs cantando junto enquanto alguns agitavam bexigas vermelhas em formato de coração na pista premium.  Em seguida, com Jon agitando as mãos para o alto, era de se esperar “Raise Your Hands”, sendo atendido de imediato ao pedido feito para que todos empunhassem as mãos ao céu nos refrãos.

O show seguiu com “Knockout” e, antes de começar o outro grande hit da noite, o cantor mandou: “Olá São Paulo, é bom estar de volta. Nos viram ontem à noite na televisão, no Rock in Rio? Hoje será melhor! Hoje é sábado, então vamos aproveitar!”. Em meio a gritos de histeria, a multidão acompanhou Jon na introdução de “You Give Love A Bad Name”, sendo um grande momento da noite, em que o público cantou aos berros a música toda e, em êxtase total,  receberam o próximo clássico “Born To Be My Baby”.

O guitarrista Phil X (Foto: Fernanda Pellegrini Romeo)

Vale destacar o ótimo entrosamento do guitarrista Phil X, que assumiu o lugar de Richie Sambora, com os outros integrantes da banda e com o público. Mesmo muitos não aceitando essa “troca”, devemos admitir que o cara manda muito bem no instrumento e na simpatia.

As próximas “Lost Highway” e “We Weren’t Born To Follow” foram recebidas de forma um pouco mais contidas comparando-se as duas anteriores, porém, as reboladinhas de Jon Bon Jovi no palco fizeram com que a gritaria fosse de forma única, do início ao fim do show.

“Lay Your Hands On Me” foi seguido por um grande coro do início ao fim nos refrãos e, para momento de histeria geral, o belo vocalista desceu do palco e foi para a grade da pista premium, onde pegou na mão de alguns fãs e tirou algumas selfies.

Para a alegria dos sortudos fãs que estavam na grade… (Foto: Debora Pertrini)

“In These Arms” seguiu de forma mais “tranquila”, se assim pode ser dito, mas não para o vocalista que parecia estar ligado no 220v, arriscando-se a passinhos de dança mesmo nessa música mais parada. “New Year’s Day”,  também do último álbum, deu sequência, antecedendo “(You Want to) Make A Memory”.

Mas a magia do show foi em “Bed Of Roses”, mais precisamente no momento em que uma sortuda foi escolhida para subir ao palco e, tremendo de emoção, ficou de mãos dadas ao vocalista, dançou agarradinha em grande parte da música e teve direito a um beijinho na mão no final.

O momento magia do show. (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

Todos pulam e se agitam na clássica “It’s My Life”, que veio com tudo após o momento romântico anterior. Foco para os backing vocals que ajudaram muito Jon Bon Jovi na hora dos refrãos. Um belo exemplo da diferença do show que a banda fez no RIR  está em “Someday I’ll Be Saturday Night”, que não foi tocada de forma acústica como foi no Rio e sim de forma elétrica, para surpresa dos que aguardavam a versão mais parada, vista na apresentação da noite anterior.

O tecladista David Bryan (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury)

Com a frase: “tem muitos cowboys por aí”, veio a clássica “Wanted Dead Or Alive” que seguiu com uma bela imagem de uma casa com o pôr do sol ao fundo, no telão, criando um ótimo cenário para a canção que é sempre muito bem recebida nas apresentões do grupo.

(Foto: Fernanda Pellegrini Romeo)

Após uma sequência de palmas do público acompanhando as batidas na bateria de Tico Torres, Jon fez uma contagem até quatro, seguido pelos presentes, para assim iniciar a excelente “I’ll Sleep When I’m Dead”, um autêntico rock que foi cantado em voz alta pelos fãs e tocada com maestria pela banda.

“Have A Nice Day” dá início a sequência de hits que durou até o final do show, sendo um outro grande momento da noite, com a platéia cantando alto grande parte da letra.

Com chocalho em mãos, Jon inicia “Keep The Faith”, mais uma clássica da carreira do grupo. Destaque para a parte em que Phil X mandou um belo solo de guitarra no meio da música, antes de Jon chamar os guitarristas e o baixista para o centro da passarela e mandarem outro belo solo juntos.

O baterista Tico Torres (Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts)

“Bad Medicine” veio em seguida com o vocalista deixando apenas o público cantar em muitas partes da música, antes do momento da tão esperada balada “Always” chegar.  Momento esse que fez a galera se emocionar , mesmo com Jon cantando de forma contida por não conseguir mais alcançar as notas da música.

Após uma breve pausa, “Livin’ On A Prayer” veio com tudo após a tranquilidade da balada anterior, fazendo o cenário mudar com as pessoas pulando e gritando de forma alucinada.

(Foto: Fernanda Pellegrini Romeo)

E para finalizar esse espetáculo, “These Days”, que arrancou choro de muitos fãs e mostrou um frontman emocionado em vários momentos da música,

Sem sombra de dúvidas foi um show gigantesco, mesmo que a voz de Jon Bon Jovi não seja mais a mesma, a banda dá total suporte para que isso seja o menos notável possível.

Com certeza já é um show memorável!

(Foto: Debora Pertrini)

Set List – Bon Jovi:

This House Is Not For Sale
Raise Your Hands
Knockout
You Give Love A Bad Name
Born To Be My Baby
Lost Highway
We Weren’t Born To Follow
Lay Your Hands On Me
In These Arms
New Year’s Day
(You Want to) Make A Memory
Bed Of Roses
It’s My Life
Someday I’ll Be Saturday Night
Wanted Dead Or Alive
I’ll Sleep When I’m Dead
Have A Nice Day
Keep The Faith
Bad Medicine
Always
Livin’ On A Prayer
These Days

 

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