Entrevistas

Syn TZ: Competência e dedicação somadas à luta pelo Metal Catarinense

foto de divulgação

Falar sobre Syn TZ é também tratar sobre história e paixão pelo metal:

“A satisfação de ter feito parte de um movimento, de ter sua música eternizada, de ver as pessoas cantando, ouvindo e curtindo seu trabalho é algo que vale muito a pena, mais do que o dinheiro” (Marco)

foto de divulgação

A banda de heavy metal Balneocamboriuense traz em sua bagagem a trajetória de músicos que ao longo do tempo lutaram pelo seu espaço na cena independente e hoje desfrutam do repeito que conquistaram ao longo de suas carreiras. Os longevos fãs do underground sabem bem o significado e o peso que Syndrome e Rock Mania tiveram e ainda têm no decurso do metal na região.

Uma banda de carisma, competência musical e acima de tudo humildade (leia o release aqui), que há pouco tempo lançou seu álbum debute, de nome Heavy Load. Para quem ainda não conferiu, o CD está disponível para audição nas principais plataformas digitais, dentre elas o Spotify e Deezer. O primeiro disco da banda traz consigo 8 faixas inéditas (saiba quais são, aqui) e 3 do primeiro EP lançado em meados de 2014.  Renato Pimentel do conceituadíssimo estúdio The Magic Place, em Floripa foi o produtor responsável por destacar a essência e a identidade dos músicos no disco.

E é com muito prazer que trago a entrevista que Marco Girardi (ex Syndrome e lenda viva rs*) concedeu à nosso portal, confira a seguir:

Quais/Quem são as principais influências e referências musicais para a Syn TZ?
Temos muitas influências, desde o rock and roll até sons mais extremos, vai muito do momento de cada um, mas o legal é que ás vezes um está numa vibe mais rock and roll, o outro numa mais metal tradicional e tem sempre alguém ouvindo um som mais atual, tudo isso se mistura e acaba vindo pro som da banda!

Como foi/é o processo criativo das composições da banda?
A gente geralmente compõe em grupo com todos dando idéias, mas neste CD, como o Giuliano entrou depois na banda, ele trouxe umas composições prontas que a gente arranjou pro estilo da Syn TZ. As outras são composições minhas, mas com os arranjos da banda mesclados às idéias do Wander (baterista) e do Osvaldo (ex baixista). As letras são do Giuliano, mas todos sempre dão algum palpite ou até mesmo um tema pra ele escrever!

Recentemente vocês lançaram o álbum “Heavy Load”, como ele tem sido recebido pelo público? Em especial por aqueles que já conheciam as músicas (de cor e salteado) através dos shows?
A recepção foi a melhor possível, todos ficaram impressionados com a qualidade da gravação, o Renato pimentel do The Magic Place foi super dedicado! Tivemos equipamentos novos no estúdio e isso trouxe uma qualidade gringa pro CD.

O CD foi gravado no The Magic Place, sob os cuidados do produtor Renato Pimentel que é conhecido pelos seus trabalhos com artistas como: Oswaldo Montenegro, Hangar (Aquiles Priester), Luis Carlini e Serguei. Em que ponto a participação dele foi importante e influenciou na versão oficial das músicas agora já gravadas?
O Renato se dedicou muito para este trabalho, ele deu opiniões em algumas músicas mas foi mais com relação aos sons e alguma coisa nos solos de guitarra. Ele também é guitarrista, então trabalhamos os sons que ficariam melhor, mas sem interferir na estrutura das músicas!

A Syn Tz já se apresentou por diversas vezes ao longo desses quase 5 anos, mas imagino que a do último 27 de maio, no Open Bar em Balneário Camboriú, tenha tido um “quê” de especial. Falem um pouco sobre este dia.
Foi maravilhoso, choveu muito no fim de semana e a gente achou que isso ia atrapalhar, mas pra nossa surpresa a casa lotou, todos compareceram! O ingresso valia o CD, então foi uma noite perfeita pra gente, representou o ápice desse ano de trabalho!!

Uma coisa que me chama muito a atenção é o público que acompanha a banda, a Syn Tz cativa o respeito e admiração de uma forma que poucas bandas conseguem sem “forçar a barra”, além da competência musical (óbvio rs*), a que você atribuem isso?
Acho que o som cativa muito, e o fato de sermos mais “velhos” na cena metal também ajuda. Muita gente me conhece da época da Syndrome, o Giuliano da Steel life, o Wander da Dracma… Então acho que isso gerou uma curiosidade em conhecer a banda e o som, que modéstia a parte, acho que não decepcionou rs* (comentário da redação: não mesmo rs*)

Como vocês vêem a trajetória, as conquistas e o amadurecimento da banda ao longo desses 5 anos?
Foi tudo bem natural, somos muito amigos e isso já vem de longa data nessa vida, então procuramos não cometermos os mesmos erros de outras bandas, foi tudo bem mais tranquilo com a Syn TZ. Em relação ao lado pessoal, todos se ouvem e se repeitam e isso já meio caminho andado pra banda ficar bem!!

Viver de metal (se é que isso é possível) e ter uma banda com composições próprias não é uma tarefa fácil, isso todos nós sabemos, e a Syn TZ vem de uma cidade turística, marcada pela diversidade cultural onde talvez haja mais destaque para shows e eventos musicais voltados à outros gêneros musicais. Como é o cenário musical de BC? Vocês acreditam que isso torna a luta ainda mais difícil para as bandas de rock/metal da região? 
Com certeza! Na realidade, a cena do metal underground está bem devagar e restam poucos lugares pra tocar, mas das dificuldades a gente sempre soube, fazemos por amor mesmo, nunca por dinheiro! Já era uma coisa pensada desde o inicio entramos nessa sabendo das dificuldades e isso ajudou a não criar expectativas erradas e consequentemente decepções!

Mudando só um pouquinho de assunto, porque não tem como não mencionar sobre isso… Marcão, você que vem de uma vivência musical marcada pela trajetória na banda Syndrome, que até hoje ainda mencionada e muito bem quista pelos fãs. Qual a sensação de ter marcado história e ter contribuído na construção de um legado na cena independente da região?
É uma honra pra mim saber que comecei a cena metal aqui em SC, que lutamos para as bandas terem seu espaço hoje. Nós organizamos festivais como o Mercorock e o Under Rock que entraram pra história, tudo isso é muito gratificante. Eu tenho muito orgulho do meu passado e ter o respeito da galera do metal, isso faz tudo valer a pena!

Existe alguma mudança positiva ou negativa no cenário musical e independente quando comparado ao início de carreira com a Syndrome até os dias atuais com a Syn TZ?
O meio underground está exatamente igual, a diferença que hoje em dia o acesso às músicas das bandas está mais fácil, mas a luta é a mesma de anos atrás. As bandas continuam correndo lutando e se virando sozinhas com pouco apoio de fora, e duvido que isso vá mudar, infelizmente, então você tem que fazer por amor pra não se decepcionar!!

Que conselho vocês dariam às bandas que hoje também têm lutado contra “a corrente” em busca da valorização de suas músicas autorais e construção de seu próprio legado?
Só posso falar pra não desistirem e fazerem isso com amor, deixar seu legado. Dinheiro é uma coisa que você dificilmente vai ver, mas a satisfação de ter feito parte de um movimento, de ter sua música eternizada, de ver as pessoas cantando, ouvindo, curtindo seu trabalho é algo que realmente vale muito a pena, mais do que dinheiro. Continuem firmes, que o metal precisa de vocês!

A Equipe Line Rockers agradece imensamente a atenção dedicada e deixa aqui um espaço para as considerações finais, se assim desejarem.
Queremos agradecer de coração à todos que sempre nos apoiam, nos mandam mensagens, ouvem nossas músicas, compram CD’s, compartilham, vão aos shows… Isso é uma honra pra Syn TZ!! E agradecer em especial a Line Rockers e a Gabi por sempre acreditar e apoiar a Syn TZ, isso pra gente é muito importante e esse trabalho que vocês fazem é fundamental pro metal não morrer! Obrigado de coração!!

Acompanhe a Syn TZ no Facebook e Instagram. Assista à seguir The Decline, o último clipe lançado pela banda:

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